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1ª etapa da Formação PDF Imprimir E-mail

Estudo do Documento de Aparecida

De acordo com a proposta da Arquidiocese, realizamos, nos meses de outubro a dezembro, a primeira etapa do projeto de formação missionária destinada às CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e às SMPs (Santas Missões Populares).

Nesta primeira fase, nos dedicamos a uma apresentação do DA, enquanto convocação para uma experiência pessoal e comunitária de Jesus Cristo, que motive para a vivência do discipulado e da missão. Nesta perspectiva, procuramos trabalhar o texto de Dom Eurico – “As CEBs nos tempos atuais: problema ou solução?” – que responde lucidamente a um dos maiores desafios colocados pelo DA em relação à evangelização no mundo contemporâneo, a saber, o da reestruturação da paróquia em uma rede de comunidades missionárias, a serviço das relações humanas e ecológicas.

Neste feed back, depois de agradecer a acolhida calorosa das Foranias e o entusiasmo manifestado pelos (as) Agentes de Pastoral, em vista de uma recepção criativa do DA, queremos acentuar alguns pontos comuns que foram aparecendo e contribuem tanto para uma visão de conjunto, quanto para prevermos os próximos passos do projeto de formação missionária que terá sua continuidade em 2008.


1.       As Foranias mantiveram, em média, 80 (oitenta) Agentes que participaram efetivamente desta primeira etapa da formação;

2.       entre as questões levantadas, são de especial relevância:
 
a)       as CEBs contribuem, de fato, para a reestruturação e revitalização das paróquias, na medida em que renovam o ardor missionário, tornando-se instrumento de acolhida dos cristãos afastados; na escuta e vivência da Palavra de Deus, as CEBs propõem a transformação das pessoas que, convertidas, devem transformar também a sociedade e conformá-la aos ideais do Reino de Deus;

b)       a opção pela juventude que atravessa nossa preocupação pastoral de Puebla a nossos dias, continua sendo um dos maiores desafios para a missão que ainda não conseguiu sintonizar nem com a linguagem nem com o comportamento dos jovens; carecemos, portanto, de propostas ou projetos alternativos que ajudem a configurar uma ação missionária que faça dos jovens protagonistas de uma nova sociedade e uma nova Igreja;

c)       urge a criação de uma “consciência ecumênica” interna, em que as distintas pastorais busquem cultivar mais o espírito de comunhão, integração e participação, valorizando de modo especial a dimensão acolhedora e samaritana da Igreja, para assumir como opção preferencial os pobres e afastados;

d)       consolidar onde já existe e promover onde ainda não existe a Pastoral Familiar que assuma e defenda os interesses da família e da vida, em todas as suas etapas, circunstâncias e dimensões, com especial ênfase no respeito pela dignidade humana;

e)       trabalhar a espiritualidade em três vertentes consideradas fundamentais: leitura orante e comunitária da Bíblia em círculos bíblicos ou grupos de reflexão; atenção e acompanhamento às formas de religiosidade popular, como reza do terço, romarias, novenas, ocasiões especiais como Natal, Campanha da Fraternidade etc.; destaque para o Dia do Senhor e da Comunidade, com a Missa Dominical, centro da vida e espiritualidade do cristão.

f)         manter uma atitude de “vigilância permanente” em relação à disputa de poder, manifestada seja em pessoas ou estruturas, que acabam por denegrir o sentido genuinamente evangélico da missão que é, originariamente, serviço à construção do Reino de Deus, onde maior é quem serve e não quem manda.

Duas expressões voltaram sempre em todas as Foranias visitadas: acolhimento e formação, o que sugere que devemos trabalhá-las de maneira mais aprofundada nas próximas etapas da nossa formação permanente.

No que se refere à formação, foi sugerido:

- que se invista e dê um renovado impulso à Catequese de Adultos que, por seu caráter também permanente, pode contribuir para formar discípulas (os) e missionárias (os);

- que a Arquidiocese de Juiz de Fora defina como prioridade, a partir de Aparecida, a missão, configurando-se como Igreja que tenha um rosto eminentemente missionário;

- que a Arquidiocese pense na possibilidade de organizar um Centro de Formação Missionária, fixo e ou ambulante, com o propósito de oferecer formação permanente.
 
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