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Origens 

A partir dos anos 60, com o impulso renovador do Concílio Ecumênico Vaticano II, a Arquidiocese de Juiz de Fora, em especial a zona rural, foi palco das CEBs que, na ocasião, começavam a espalhar-se pelo Brasil e América Latina. Nomes como José Batista, Osvaldo, José de Souza, Perpétua, Geralda e Ana Lúcia, entre tantos outros leigos e leigas, e Alano Porto, Antônio Martins ou José de Anchieta, entre os padres, são referência no processo da formação das lideranças que sustentariam, por muito tempo, uma caminhada bonita e expressiva das CEBs enquanto velho/novo modo de ser Igreja nesta nossa Igreja Particular.
Com a chegada de Dom Clóvis Frainer, em 1992, a experiência de CEBs sofreu um colapso, tendo permanecido, ao longo dos 10 anos de seu pastoreio, ausente do cenário eclesial e, portanto, sem assistência, reconhecimento ou acompanhamento. Não significa, contudo, que a experiência tenha sido totalmente aniquilada, porém, o trabalho não era articulado, mas realizado de maneira mais sutil, mais “clandestino”. No símbolo da lamparina, caracteristicamente nosso, pessoas e grupos se esforçaram, lutaram e contribuíram efetivamente para manter a chama acesa. Um nome relevante que não pode ser esquecido porque retoma o projeto CEBs no final da gestão de Dom Clóvis, é o do Pe. Luiz Carlos de Paula, Coordenador de Pastoral que reconvoca as lideranças antigas e novas, animando-as a retomar o caminho. Esta ação constituiu o pré-requisito fundamental para que, com a chegada de Dom Eurico dos Santos Veloso, em 2002, pudéssemos, sob sua animação e coordenação, dar seqüência ao projeto no qual nós acreditamos e ele, como Bispo, investe e apóia sem medir esforços.

 
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