Home | Sobre nós | Nossos Mártires | Contato | Links
TODOS |0-9 |A |B |C |D |E |F |G |H |I |J |K |L |M |N |O |P |Q |R |S |T |U |V |W |X |Y |Z

Artigos por temas Entrevistas Entrevistas

As Comunidades Ecológicas de Tefé PDF Imprimir E-mail

Iser assessoria *

ENTREVISTA DE DOM SERGIO EDUARDO CASTRIANI, BISPO DA PRELAZIA DE TEFÉ (AMAZONAS)

Outubro de 2008

Em janeiro de 2007, o Iser Assessoria participou do seminário preparatório ao 12º. Encontro Intereclesial de CEBs, em Porto Velho, que teve como tema "Meio Ambiente Amazônico e as CEBs". Neste seminário, entre outras atividades, houve a exposição de D. Sergio Castriani, sobre o trabalho desenvolvido na Prelazia de Tefé. Lá, as comunidades de base têm forte atuação ecológica e se organizaram, por exemplo, para defender lagos de preservação dos peixes, ao lado de lagos de consumo e comercialização. As comunidades tiveram de enfrentar os interesses poderosos dos grandes peixeiros de Manaus. Para conhecer melhor esta experiência, solicitamos a D. Sergio uma entrevista.

Iser Assessoria - Fale-nos um pouco da Prelazia e do seu trabalho.

D. Sergio Castriani - A Prelazia de Tefé está situada no coração mesmo da Amazônia. Seu território compreende dez municípios na calha do Médio Solimões e afluentes; o Japurá e o Juruá. O território total é de 258.000 km², área que equivale ao Estado de São Paulo. A população é de mais ou menos 200.000 habitantes que vivem nas pequenas cidades e ao longo dos rios. São ribeirinhos e indígenas distribuídos em umas quinhentas comunidades que variam de pequenos grupos familiares até pequenas vilas que podem chegar a ter uma população de até mil pessoas ou mais. Na área da Prelazia estão uma dezena de unidades de conservação e umas trinta áreas indígenas onde vivem 15 povos diferentes. Cheguei a Prelazia há dez anos. Procurei continuar o trabalho pastoral que vinha sendo desenvolvido nos últimos trinta anos, isto é, na formação de comunidades vivas e atuantes, na formação de leigos e leigas em todos os níveis, no apoio à causa e ao movimento indígena, na renovação litúrgica, na catequese renovada e nas diferentes pastorais que foram surgindo neste período como resposta às novas realidades.
 
Iser Assessoria - Como foi o processo de surgimento/formação das comunidades na Prelazia? Quais os instrumentos pastorais importantes neste processo? Qual a importância da Bíblia neste processo?

 
D. Sergio Castriani
- As comunidades surgiram a partir de uma decisão pastoral dos bispos da Amazônia. O ator fundamental do processo foi o MEB (Movimento de Educação de Base). Com uma metodologia baseada no método de Paulo Freire o MEB, ao mesmo tempo que alfabetizava a distância via Rádio Educação Rural de Tefé, formava liderança e organizava as comunidades internamente e favorecia também a sua organização enquanto rede de comunidades agrupadas em setores e paróquias. Todo este processo aconteceu a partir da fé das pessoas que se reuniam ao redor da Palavra de Deus. As celebrações dominicais e o estudo da Palavra em mutirão davam a motivação e o fundamento para a vida comunitária, para a luta política, para a organização. As noções de Povo de Deus, Deus que caminha conosco, Deus dos Pobres, etc., iam fortalecendo os laços entre as pessoas e fazendo-as sonhar e manter acesa a chama da Utopia. Isto sem destruir a religiosidade popular, expressa na piedade popular de devoção aos santos, novenários, festas do Divino etc. Foi um tempo de descoberta da Bíblia e de maneira especial de alguns de seus livros como o Êxodo, os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, dando-se ênfase à libertação do Povo, ao Jesus histórico, e ao modelo de comunidade que encontramos na comunidade primitiva.
 
Iser Assessoria - O senhor, num depoimento que deu no seminário de CEBs, falou que a Prelazia funciona como uma grande rede de comunidades. O que significa isto na prática?
 
D. Sergio Castriani - Em termos de organização significa sempre priorizar o comunitário, criando conselhos em todos os níveis e tendo um sistema de tomada de decisões que vá das comunidades até a Prelazia e vice-versa. Na pastoral significa investir na formação de lideranças que sirvam a comunidade e, ao mesmo tempo, que sejam capazes de representá-las e defender seus interesses na hora de exigir políticas públicas e transformações sociais que possibilitem uma vida mais digna para todos. Significa também que se investe muito nas visitas às comunidades, nas assembléias e encontros setoriais e inter-setoriais. Enfim tudo é pensado e organizado a partir desta visão de que a vida da Igreja é vivida em primeiro lugar numa comunidade concreta. E esta vivência é critério, entre outros para a participação nos sacramentos e na vida da Igreja em geral. No momento sentimos um certo esfriamento do ideal comunitário, mas continuamos a acreditar que este é o caminho.
 
Iser Assessoria - Que fatores econômicos, sociais, políticos, culturais e eclesiais que levaram as comunidades a desenvolver uma consciência ecológica ou ambiental? Como surgiram as CEBs ecológicas?
 
D. Sergio Castriani
- Mesmo correndo o risco de simplificar as explicações e tendo muita consciência de que sempre fazemos parte de processos e movimentos históricos maiores, penso que podemos entender o surgimento da consciência de que é preciso preservar nas nossas comunidades ribeirinhas a partir de alguns fatores: primeiro a desestruturação dos seringais na década de oitenta. Para os antigos seringueiros, havia duas alternativas: migrar para a cidade e em especial para Manaus onde a implantação da Zona Franca esta no seu auge, ou formar comunidades e mudar o modo de produção que implicava plantar e passar a praticar a agricultura familiar. Com aqueles que optaram por ficar e até incentivando a que não emigrassem, a Igreja passa a organizar comunidades. Vem então a necessidade de preservar os lagos impedindo que os grandes peixeiros de Manaus e outros que exportam para a Colômbia os invadissem. Cria-se então um sistema de preservação de lagos e ao mesmo tempo um tipo de agricultura não agressiva. Se hoje as unidades de conservação estão na moda e são dirigidas pelos órgãos governamentais, naquela época muita gente teve a vida ameaçada, foi acusada de comunista, e de retrógrada pois o projeto governamental era o das grandes fazendas, das estradas que cortavam as florestas, da hidroelétricas para produzir energia, da migração do Sul e Nordeste para os espaços "vazios" da Amazônia. Mundialmente, cresce a consciência de que o modelo de desenvolvimento que temos levará ao colapso, ao aquecimento global, ao desaparecimento das espécies etc., e começa a surgir o conceito de desenvolvimento sustentável. A luta pela preservação torna-se então a verdadeira razão de ser destas comunidades e o motivo fundamental de sua organização. A experiência religiosa dá um fundamento religioso existencial a esta luta.
 
Iser Assessoria - Existem na Prelazia outras CEBs que não sejam "ecológicas" ? Qual o específico de uma comunidade ecológica?
 
D. Sergio Castriani - Nós mesmos não usamos este termo "comunidade ecológica", mas de fato há comunidades que se organizam e vivem basicamente em função da preservação buscando um desenvolvimento que seja sustentável e que permita que se possa viver com qualidade de vida sem agredir a natureza e convivendo harmoniosamente com ela. O específico destas comunidades é que a preservação é a sua primeira preocupação, e sua reflexão, suas assembléias, sua organização gira em torno dela. Temos também comunidades urbanas e outras ao longo dos rios onde as preocupações fundamentais são outras, muito embora a questão ecológica faça parte da vida de todos. Creio poder afirmar que este tema, ou mais que tema, que esta atitude e maneira de viver entrou na consciência das pessoas e das comunidades, embora não na mesma intensidade e todos os níveis.
 
Iser Assessoria - Quais os problemas, dificuldades ou limites que estas comunidades enfrentam?
 
D. Sergio Castriani - As comunidades vivem uma vida que vai contra a corrente. Numa sociedade regida pelo lucro, elas partilham, num mundo que valoriza o sucesso pessoal elas buscam uma realização em comunidade e na comunidade, num país que tem um modelo de desenvolvimento predador elas querem preservar, numa situação em que a teologia da prosperidade toma conta das religiões, elas querem viver um ideal de simplicidade e pobreza, numa sociedade em que a medicina se torna comércio, elas valorizam a medicina tradicional, num momento político em que o Estado vai se apossando de tudo, elas valorizam a participação popular. Os problemas concretos como a invasão de seus lagos, a corrupção dos poderes governamentais, a invasão das seitas, a desestruturação das famílias e o êxodo rural são decorrência do confronto destas duas visões de mundo. Às vezes, as comunidades dão a sensação de serem uma espécie em extinção. Mas continuam resistindo. É aí que entra a motivação que vem da fé.
 
Iser Assessoria - Como são as celebrações nestas comunidades? Algo novo nesta dimensão.
 
D. Sergio Castriani - As comunidades celebram. As que não celebram mais vão perdendo o vigor e a motivação. As celebrações são celebrações da Palavra. A Palavra é anunciada, meditada e a vida é confrontada com ela. Percebe-se que esta Palavra brotou da vida de um povo e se tornou Palavra de Deus.A Palavra então se torna louvor e prece. Não é raro que estas celebrações terminem com compromissos comunitários, momentos de combinar ações conjuntas, etc. Temos insistido na formação litúrgica e na consciência de que ao celebrarmos estamos fazendo memória da morte e ressurreição de Jesus. É esta memória que se faz presença que redime, salva e transforma. Por isso sem celebração não há comunhão e sem comunhão não há fé, e sem fé não há ação comunitária. Embora não se constitua uma novidade, as celebrações são espaços onde homens e mulheres agem em pé de igualdade. Será que isto não explica o fato de que muitas mulheres presidem não só as celebrações, mas toda a vida da comunidade?
 
Iser Assessoria - Como é a participação das mulheres em todo este processo? Ocupam postos de liderança?

 
D. Sergio Castriani
- Mesmo que persistam ranços machistas e restos da sociedade patriarcal, em termos de liderança e animação das comunidades, as mulheres participam ativamente e em muitos casos em pé de igualdade. Muitas comunidades são dirigidas por mulheres tanto do ponto de vista religioso quanto social.
 
Iser Assessoria - De que maneira os jovens participam destas comunidades? Quais as propostas que mais atraem os jovens na Prelazia?

 
D. Sergio Castriani - Nas comunidades ribeirinhas a juventude é um tempo muito curto, pois ao se casarem e assumirem responsabilidades familiares os que estão na faixa etária da juventude já passam a se comportar como adultos. Como em outros lugares, a juventude quer estudar e quer se divertir. Jogos de futebol e torneios movimentam os diversos grupos durante todo o domingo e todos os domingos. Mas há um desejo de crescer e todos vêem nos estudos esta possibilidade. Infelizmente, o ensino é de péssima qualidade e a maioria acaba desistindo de estudar depois de algumas tentativas. A evasão escolar é muito grande.A religião também atrai os jovens. Minha experiência pessoal mostra que os jovens são atraídos por grupos e movimentos religiosos, sociais e de lazer que lhes dão protagonismo e onde podem assumir liderança. Se só "assistem", em breve abandonam e vão fazer outra coisa.
 
Iser Assessoria - Quais as maiores resistências que estas CEBs ecológicas encontram? Existem resistências internas? E as externas?
 
D. Sergio Castriani - As resistências são sutis e se manifestam mais nas diversas tentativas de minar a sua ação ou mesmo de desmoralizá-las. A política partidária e a ação do Estado às vezes são devastadoras na cooptação de lideranças, no uso e abuso da organização já existente, no populismo e no assistencialismo fácil. Há também a invasão religiosa por grupos pentecostais e neopentecostais que destroem a cultura de solidariedade, de misericórdia para com os mais pobres, de luta comum para resolver problemas. Existe a ação nefasta dos comerciantes, dos atravessadores, dos que detêm o monopólio da farinha e do peixe. É difícil sair da cultura do patrão. E os patrões em geral estão associados aos políticos e aos poderes do Estado, além de deterem o poder econômico.
 
Iser Assessoria - Estas comunidades exercem alguma influência sobre as políticas ambientais no município? De que maneira?
 
D. Sergio Castriani - Depois de muita resistência, os municípios adotaram o discurso da CEBs para em geral fazer exatamente o contrário. O Estado também tem aproveitado e empregado muitos líderes que fizeram história ao lado do povo, mas que agora reforçam as políticas estatais que nem sempre vão na mesma direção. Mas, é evidente que a presença destas comunidades e a sua ação fazem com que os poderes públicos não fiquem indiferentes à questão ambiental e não pratiquem desmandos nesta área.
 
Iser Assessoria - Qual a relação entre as comunidades e os sindicatos rurais?
 
D. Sergio Castriani - As comunidades em geral tem suas associações e ao mesmo tempo participam dos sindicatos, até para provar que são agricultores e assim garantir aposentadoria e assistência social. Os sindicatos se tornaram então agências que servem as pessoas neste sentido. As lutas pelos direitos e a organização das comunidades é feita mais pelas associações de produtores e de pescadores que pelos sindicatos.
 
Iser Assessoria - Fale um pouco sobre o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA). Como surgiu e para que finalidades?
 
D. Sergio Castriani - Não sou um especialista nesta história, mas coloco o que sei a partir do meu contato com este grupo. Fazem parte deste grupo três instituições ligadas de uma forma ou outra à Prelazia. Estas instituições (MEB, GPD (Grupo de Preservação e Desenvolvimento) e GRUCATE (Grupo de Casais de Tefé) participam desde o inicio e dentro da organização já coordenaram e secretariaram o grupo. O grupo tem servido para tornar conhecida a situação da Amazônia e para propor projetos que visem a preservação e o desenvolvimento sustentável. O dinheiro vem de um fundo administrado pelo governo federal que tem a última palavra.
 
Iser Assessoria - E quais as conseqüências pastorais desta mudança do "eclesial" para "ecológica"? Houve algum avanço na área do ecumenismo e do diálogo inter-religioso?
 
D. Sergio Castriani - Na verdade esta mudança não aconteceu. As comunidades nasceram eclesiais e ecológicas, e são uma coisa na medida que são a outra. A relação com os pentecostais é problemática, pois muitas vezes ao deixar a comunhão com a Igreja católica as pessoas deixam todas as suas propostas de vida, inclusive da proposta da preservação e do desenvolvimento sustentável. Mas, há casos em que comunidades pentecostais adotam a mesma postura e esta postura comum torna possível a vida em comum e inclusive a celebração comum da fé. Na sua grande maioria as pessoas são cristãs. Trata-se então não de dialogar com outras religiões, mas de descobri e aprofundar aspectos e realidades religiosas presentes na experiência cristã. Daí a importância da redescoberta das culturas indígenas.
 
Iser Assessoria - O senhor sabe de outras experiências deste tipo em outras Prelazias ou Dioceses da na Amazônia?
 
D. Sergio Castriani - A partir do encontro de Santarém, em 1972, em toda a região a Igreja começou a formar comunidades. Em muitas dioceses e prelazias assim como em Tefé, a atuação do MEB foi fundamental. Há outros lugares em que a criação de unidades de conservação esteve diretamente ligada com a ação das comunidades. Creio que em toda a Amazônia há experiências semelhantes, algumas mais organizadas que outras.
 
Iser Assessoria - Quais os desafios enfrentados hoje por estas comunidades? A II Assembléia das CEBs da Prelazia de Tefé, realizada em julho de 2007, apontou novos caminhos/ rumos?
 
D. Sergio Castriani - Os três temas tratados durante a II Assembléia foram escolhidos pelos membros das CEBs e refletem os desafios enfrentados. Nas pistas de ação que surgiram aparecem os caminhos e rumos que queremos tomar. Um primeiro tempo foi a "comunidade". Qual a sua razão de ser, a fundamentação bíblica, a organização, o papel das lideranças, a cultura individualista que a envolve, etc. A Assembléia reafirmou que formar comunidades e lideranças que as animem, é o caminho no qual devemos continuar, mesmo que este caminho seja difícil. Continuamos a acreditar que esta é a nossa forma de ser Igreja e este é o nosso jeito de viver. Um segundo tema foi o da sustentabilidade, ecologia, políticas públicas etc. Vimos que as relações com o Estado são necessárias mas complicadas. Devemos colaborar e participar, mas também guardar nossa identidade e independência. Não somos meros executores de políticas governamentais. Um terceiro tema foi o da auto-sustentação das comunidades que tem no dízimo, isto é, na partilha e na corresponsabilidade um caminho que já vem sendo trilhado. Mas, o mais importante da Assembléia foi mostrar que ninguém está sozinho, e que o sonho do Reino é partilhado por muitos. Celebramos juntos a alegria de estarmos caminhando na mesma direção.
 
Iser Assessoria - Que outras experiências pastorais se destacam na Prelazia?
 
D. Sergio Castriani - Como Prelazia procuramos caminhar junto com a Igreja do Brasil que se expressa nas Diretrizes Gerais da Evangelização. Neste sentido procuramos investir bastante na formação litúrgica, na catequese e na organização da caridade, como eixos de nossa ação evangelizadora. Temos as pastorais sociais e as organizamos com a criação da Cáritas. Investimos muito na formação em todos os níveis. Os cursos se multiplicam desde as pequenas comunidades até a sede da Prelazia. Somos uma Igreja itinerante que insiste muito na visita pastoral do bispo, dos padres, das equipes pastorais, dos animadores de setor, etc. Temos também uma Pastoral Indigenista que nasceu nos anos setenta e que até hoje acompanha os povos indígenas nas suas lutas e na sua organização e às vezes reorganização. Com certeza este é o grande desafio para o futuro. Os povos e culturas indígenas estão se reafirmando e colocando muitas coisas em causa. Como reagir, como apoiar, como ajudar a população em geral compreender o que está acontecendo. Não é uma tarefa fácil. O pluralismo religioso, e uma teologia que justifica o ganho desmesurado, o lucro fácil e milagroso e a concorrência desleal, colocam um problema sério, pois destroem um substrato cultural que valorizava os laços de família, a religiosidade popular, o compadrio etc. Com os meios de comunicação, o mundo invade as comunidades, colocando-as positivamente em contato com uma realidade maior, mas também criando uma mentalidade nova, difícil de conciliar com os valores tradicionais. Tudo está em movimento, devemos ir descobrindo novos métodos, novos caminhos e novas motivações. Não basta repetir slogans do passado, pois a perguntas e as necessidades são outras. Mas é com o povo e com as bases que são eclesiais e que são comunidades que vamos achar a resposta.
 
Uma entrevista é sempre perigosa, pois coloca em evidência alguns aspectos das questões levantadas e se esquece de outros. Espero que minhas respostas inquietem os que as lerem e mostrem que ainda existem pessoas e comunidades que vivem o ideal de fraternidade e partilha em comunhão com a natureza, dom de Deus e lugar de salvação e vida.

Entrevista realizada pelo Iser Assessoria - outubro 2008, publicada em www.iserassessoria.org.br

* ONG que desenvolve atividades de formação, pesquisas e produção de subsídios, atendendo a movimentos e organizações populares, sindicatos, CEBs e igrejas cristãs no Brasil
 
< Anterior   Próximo >

Receba Notícias

Inscreva-se para receber Atualidades CEBsUai
Nome:
Email: